Artigos Paroquiais

16

maio

O MAIS ELEVADO – FAMÍLIA

Por Pascom

     “O alongamento da vida provocou algo que não era comum noutros tempos: a relação íntima e a mútua pertença devem ser mantidas durante quatro, cinco ou seis décadas, e isto gera a necessidade de renovar repetidas vezes à recíproca escolha,” diz o papa Francisco, no número 163 da Exortação Apostólica Amoris Laetitia. Mais tempo de convivência e mais chance de viver plenamente o amor. Mas por que isso nem sempre acontece? Qual é o problema dos casais mais maduros em nossos dias?

     Ter Deus sempre presente – Eros não sobrevive sem Philia. Intimidade e cumplicidade exigem uma amizade profunda e fiel. Exige amor doado e gratuito, que “tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor 13,7). Tal exercício é reflexo de Deus, que é o amor. Por isso, é necessário a fé nesse caminho a dois, que os leva na direção do céu. A vida nem sempre é conduzida no sentido de uma busca do bem comum.

     Muitas vezes o egoísmo fala mais alto e leva os esposos a não mais observarem o “nós” essencial para o crescimento conjugal. Nesse sentido, amizade é essencial, paixão é importante, mas o compromisso é fundamental. O pacto de amor firmado entre mulher e homem é uma aliança semelhante àquela que Deus firmou com o ser humano (Cf. Ef 5,21-33). Ele é o criador de todas as coisas boas e, creia, o casamento é uma delas.

     Apesar do que alardeiam certas correntes do pensamento, o casamento é, sim, uma finalidade da existência humana, que não só serve para “encher o mundo de gente de forma desordenada”, mas para, a partir do amor conjugal, gerar uma fraternidade sempre renovada. É um propósito bem alto, que muitos casais já experimentaram. Não é fácil, mas ainda que seja fraca a fé, há um Deus que se dispõe a derramar Sua Graça para auxiliar na vivência da aliança conjugal. Se não se abre o espaço no casamento para essa realidade divina, os esposos permanecerão na superfície de uma paixão sem raízes, que se tornará cansativa e monótona. A presença de Deus é a força que elevará aquela mera relação a uma sólida aliança de vida.

     A beleza da história a dois –“talvez o cônjuge já não esteja apaixonado com um desejo sexual intenso que o atraia para outra pessoa, mas sente o prazer de lhe pertencer e que esta pessoa lhe pertença, de saber que não está só, de ter um ‘cúmplice’ que conhece tudo da sua vida e da sua história e tudo partilha” (Amoris Laetitia, 163).

     Quando se atinge esse estágio de vida, um não mais verá o outro como sua posse. E nem se sentirá prisioneiro da outra pessoa, mas terá a certeza de que é pertencente a uma verdadeira aliança de vida até a morte. E lutará por essa pertença sempre mais e reconhecerá o valor incalculável do (da) outro (a) em TODOS OS MOMENTOS. Terão posse de uma história que é uma peça no mosaico da vida da comunidade.

      A forma como um casal vive e testemunha o seu amor conjugal tem poder para alterar a forma como a sociedade percebe o amor. E, por conseguinte, ajudará muitos a descobrirem que existe o ágape, o estágio mais alto do amor. Quando um casal o alcança, coroa de êxito toda uma caminhada feita com fé – acreditando e confiando em Deus e se entregando a Ele-, com amizade exclusiva, com rompantes de paixão avassaladores ou não, e, sobretudo, com a alegria de estar ligado ao cônjuge até o fim.

André Luís e Rita M. Kawahala

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