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16

jan

Missa no Chile: Papa fala das bem-aventuranças e destaca a paz

Paz e justiça foram dois pontos abordados pelo Papa Francisco durante sua primeira homilia na capital chilena, Santiago, nesta terça-feira, 16. A celebração, realizada no Parque O’Higgins, teve como Evangelho as bem-aventuranças, que foram o fio condutor da homilia do Santo Padre. 

O encontro entre Deus e seu povo é apontado pelo Papa como o ponto de partida para o nascimento das Bem-aventuranças, horizonte para o qual todos são convidados e desafiados a caminhar. Mas o alerta de Francisco ficou por conta da passividade com que muitos agem diante da realidade, atitude que segundo o Santo Padre impede o nascimento, nos corações, das Bem-aventuranças.

“[As Bem-aventuranças] Não nascem dos profetas de desgraças, que se contentam em semear decepções; nem de miragens que nos prometem a felicidade com um ‘clique’, num abrir e fechar de olhos. Pelo contrário, as Bem-aventuranças nascem do coração compassivo de Jesus, que se encontra com o coração de homens e mulheres que desejam e anseiam por uma vida feliz”, afirmou o Pontífice.

Em referência aos vários terremotos já enfrentados pela população chilena, Francisco citou os vários homens e mulheres que conhecem o sofrimento, as frustrações e as angústias geradas quando o “chão lhes treme debaixo dos pés” ou “os sonhos acabam submersos”, mas que se reafirmam na luta para continuarem adiante, para reconstruir e recomeçar. O Papa aproveitou então para reforçar que as Bem-aventuranças não nascem de atitudes de crítica, julgamento, falta de comprometimento e sim de processos de transformação e reconstrução de comunidades e de vidas em particular.

“Jesus, quando diz bem-aventurado o pobre, o que chorou, o aflito, o que sofre, o que perdoou…, vem extirpar a imobilidade paralisadora de quem pensa que as coisas não podem mudar, de quem deixou de crer no poder transformador de Deus Pai e nos seus irmãos, especialmente nos seus irmãos mais frágeis, nos seus irmãos descartados. Jesus, quando proclama as Bem-aventuranças, vem sacudir aquela prostração negativa chamada resignação que nos faz crer que se pode viver melhor, se evitarmos os problemas, se fugirmos dos outros, se nos escondermos ou fecharmos nas nossas comodidades, se nos adormentarmos num consumismo tranquilizador”, alertou.

Desta forma, Francisco afirmou que as bem-aventuranças fazem, dos que comungam delas, artífices de paz. “Felizes aqueles que são capazes de sujar as mãos e trabalhar para que outros vivam em paz. Felizes aqueles que se esforçam por não semear divisão”, ressaltou o Pontífice, que prosseguiu respondendo a questões comuns ao ser humano: “Queres ser ditoso? Queres felicidade? Felizes aqueles que trabalham para que outros possam ter uma vida ditosa. Queres paz? Trabalha pela paz”.

O Papa seguiu citando, entre aplausos, um trecho da homilia do já falecido cardeal chileno, Dom Raúl Silva Henríquez, como parte da reflexão de sua homilia: “Se queres a paz, trabalha pela justiça” (…). E se alguém nos perguntar: “Que é a justiça?” ou se porventura consiste apenas em “não roubar”, dir-lhe-emos que existe outra justiça: a que exige que todo o homem seja tratado como homem”, relembrou.

Para semear a paz, o Santo Padre sublinhou a necessidade da proximidade, de ir ao encontro de quem se encontra em dificuldade, de quem não foi tratado como pessoa. Segundo Francisco, esta é a única maneira para tecer um futuro de paz, para tecer de novo uma realidade passível de se desfiar, e citou — sob aplausos — a frase de Santo Alberto Hurtado: “Está muito bem não fazer o mal, mas está muito mal não fazer o bem”.

Ao final de sua homilia, Francisco confiou à Virgem Imaculada a cidade de Santiago. “Que Ela nos ajude a viver e a desejar o espírito das Bem-aventuranças, para que, em todos os cantos desta cidade, se ouça como um sussurro: ‘Bem-aventurados os obreiros de paz, porque serão chamados filhos de Deus’”, concluiu.

Nesta terça-feira, 16, Francisco prosseguirá com sua agenda de compromissos e fará uma breve visita ao Centro Penitenciário Feminino de Santiago, se encontrará com sacerdotes, religiosos e religiosas, consagrados e seminaristas na Catedral de Santiago, e com os bispos do Chile na sacristia da Catedral. O dia de hoje será encerrado com uma visita privada ao Santuário de São Alberto Hurtado e um encontro, também privado, com os sacerdotes da Companhia de Jesus.

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Da redação